Entenda a diferença entre intolerância e alergia

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Ter que cortar alimentos do dia a dia é uma realidade na vida de muitas crianças e adultos. Nos consultórios, nós médicos somos categóricos ao afirmar: os casos de intolerância e alergia tiveram aumento nos últimos anos. Apesar da semelhança entre os sintomas, é preciso entender a diferença entre eles para garantir um bom tratamento.

 

Durante a alergia, o nosso corpo encara proteínas específicas de um alimento como inimigas e envia células de defesa para barrá-las. O que acontece é que nesse mal-entendido, o corpo acaba agredido e a reação pode envolver todos os órgãos.

 

Alguns sintomas que podem surgir após a ingestão é o inchaço nos lábios, coceira, tosse, falta de ar e diarreia. Em casos mais extremos, ocorre o choque anafilático. Mesmo que a resposta alérgica seja leve em uma ocasião, nada impede que, em contatos posteriores com aquela comida, haja ataques mais sérios. É por isso que nesses casos, o mais indicado é se consultar com um médico para descobrir a origem da alergia e, se for o caso, riscar o alimento do cardápio.

 

O mais comum é que a alergia se manifeste ainda na infância. A boa notícia é que, principalmente antes dos 5 anos, há uma chance da alergia sumir, porque o sistema imunológico da criançada está em pleno desenvolvimento. Mas quando persiste até a idade adulta – ou nas poucas vezes em que dá as caras apenas nessa fase -, ela acompanha o indivíduo pelo resto da vida.

 

O diagnóstico pode ser confirmado por exame de sangue e o tratamento se baseia em evitar os alimentos. É possível incluir o uso de remédios anti-histamínicos ou corticoides. Em casos graves, pode haver orientação da utilização da caneta para autoinjeção de epinefrina.

 

Quando é intolerância?

 

A intolerância alimentar acontece quando o organismo tem dificuldade de processar determinado alimento. É como se ele não conseguisse entender que comida é aquela e, ao longo do tempo, se esforce tanto para digeri-la que desgasta a mucosa do intestino, deixando-a sensível.

 

Nestes casos é comum uma reação decorrente de uma deficiência nas enzimas responsáveis pela digestão, dificultando o processo. Diversos alimentos podem causar quadros de intolerância, como laticínios, cereais, carnes, frutas, ervas, frutas secas, peixes e frutos do mar.

 

No caso de intolerâncias, existem mais de cem sintomas em curto prazo. Entre os mais comuns estão flatulência, cólicas, inchaço, dor no estômago e diarreia.

 

É importante saber que os casos de intolerância são mais frequentes do que os quadros alérgicos. Também possuem sintomas com menor intensidade e não imediatos, que aumentam de acordo com a quantidade ingerida do alimento e quanto da enzima essencial para digestão daquela substância o organismo produz.

 

Para diagnosticar a intolerância, é preciso analisar o que você coloca no prato. Como a doença não é perigosa como a alergia, você pode comer algo que suspeita estar causando incômodos e verificar se os sintomas aparecem. Mas também existem exames de sangue que identificam o problema, por isso, mais uma vez ao perceber qualquer sinal de alergia ou intolerância você deve procurar um nutrólogo. Agende aqui sua consulta.

 

Veja na tabela abaixo a diferença entre os sintomas:

 

 

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