Um guia sobre fome hedônica

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Talvez você nunca tenha ouvido falar desse assunto, mas a fome hedônica é um distúrbio que precisa de tratamento. Afinal, a comida tem o objetivo de nutrir o organismo, e não tratar problemas emocionais.

O ato de comer além da necessidade para manter o organismo saudável está ligado a processos que remetem ao prazer e à sociabilidade, já que a comida está em todas as partes, como nos encontros familiares, festas de aniversário e comemorações entre amigos.

Mas, quando a ingestão de alimentos ultrapassa todas essas variáveis, é sinal que existe um sério problema. Isso porque o prazer que se tem em comer não deve ser usado para preencher espaços vazios de origem emocional.

A fome hedônica usa a comida para suprir algum obstáculo pessoal, como se fosse uma recompensa por tudo que está acontecendo. Ou seja, o indivíduo come por estar ansioso, feliz, estressado ou até porque brigou com alguém, como forma de punição ou recompensa.

Fatores que podem levar à fome hedônica

Já parou para pensar que, quando estamos sozinhos em casa, logo começamos a abrir armários e geladeira em busca de algo para matar uma vontade que nem mesmo sabemos o que é? Em momentos em que a emoção está mais aflorada, é comum sentirmos mais vontade de comer.

Existem pessoas que, quando estão ansiosas ou alegres ao extremo, comem descontroladamente, ingerindo doces, salgadinhos e outras comidas nada saudáveis só por comer.

Contudo, essa vontade quase incontrolável pode não ter nada a ver com a fome. Muitas pessoas acabam confundindo a sensação física da emocional e se entopem de besteiras, comprometendo a saúde e a boa forma.

Então, por que temos essa vontade louca de comer doces, frituras e tudo que faz mal ao organismo?

Existem alguns fatores que podem ser responsáveis por isso:

Hábitos familiares

Desde a infância adquirimos hábitos alimentares que são transmitidos pelos nossos pais e parentes. Existem alguns tipos de comida que nos remetem às memórias dessa época, como assistir televisão comendo um balde de pipoca ou aproveitar o tempo ocioso se deliciando com um brigadeiro de colher.

O problema é que sempre recorremos a essas comidas nos momentos mais difíceis, buscando na memória afetiva uma forma de conforto para a situação que estamos passando.

Gasto de energia

Já reparou que o estresse ou a ansiedade deixam a gente com muita energia? A pessoa não fica quieta, anda de um lado para o outro e deixa o cérebro em alerta. Por conta da inquietação, o gasto de energia causa fome e vontade de ingerir carboidratos para repor o esforço despendido.

Circuito social

Quando alguém está em um momento ruim é comum que busque apoio nos amigos e pessoas próximas. No entanto, esses encontros podem acabar na cozinha de casa, no bar ou no restaurante.

A intensão não é ruim; mas, devido ao estresse, os níveis de cortisol aumentam, intensificando ainda mais a fome. Porém, além da sensação de prazer ter um curto prazo, as consequências da comilança vão permanecer no corpo.

De forma geral, os fatores que podem levar à fome hedônica são necessidades básicas não atendidas, como raiva, insegurança, medo, sono inadequado e dietas restritivas sem orientação de um médico nutrólogo.

Quais as causas da fome emocional?

Comer por prazer é muito bom e não existe mal no equilíbrio!

Contudo, a fome emocional pode levar ao exagero, desencadeando uma série de problemas de saúde, tais como ganho de peso, obesidade, pressão alta, elevação da glicose e outros problemas clínicos que podem trazer ainda mais sofrimento ao indivíduo.

Além disso, o apetite hedônico pode evoluir para um distúrbio ainda mais sério: a compulsão alimentar.

Essa se caracteriza pelo desequilíbrio no consumo, ingerindo uma grande quantidade de comida em um curto espaço de tempo, fazendo com que a pessoa se sinta angustiada e culpada pelos excessos cometidos.

É possível identificar uma pessoa com fome hedônica?

É comum apelar para um chocolate em um momento de ansiedade ou procurar uma comida mais prazerosa nos encontros familiares ou com amigos. No entanto, existe um limite entre o que é aceitável e o que está fugindo totalmente do controle.

A fome hedônica surge sem que a pessoa se dê conta, mas costuma mostrar alguns sinais, como desejo urgente de comer, alimentação rápida e voraz e sensação que de que nada a satisfaz. Um exemplo? Aquela pessoa que acabou de almoçar e já sente necessidade de comer de novo.

No final, ela não consegue mais diferenciar a fome física (aquela que o corpo pede) da emocional. Quando chega nesse ponto, é melhor recorrer a ajuda profissional multidisciplinar, com psiquiatra, psicólogo e o médico nutrólogo.

 

Acha que a fome hedônica lhe é familiar? No Instituto Ferreira Mattos vamos avaliar seu caso, identificando situações de desvio alimentar e propondo alternativas que te coloquem em uma relação mais equilibrada e saudável com a comida.

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