O que é e como tratar Doença de Crohn?

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A Doença de Crohn é uma inflamação crônica que pode afetar qualquer parte do sistema digestivo. Na maioria das vezes acomete a região do íleo e cólon, localizados respectivamente na região inferior do intestino delgado e central do intestino grosso. A incidência é observada em homens e mulheres na faixa etária de 20 a 40 anos e está associada ao hábito de fumar.

Dados de uma pesquisa publicada na edição 57 da Revista da Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn, ABCD em Foco, revelam ainda que o tabagismo piora a gravidade da doença. O estudo aponta que pacientes ex-fumantes têm um risco 65% menor de ter novas crises, se comparados aos que permanecem fumantes.

Embora notada essa relação entre a incidência da doença e o tabagismo, a causa da enfermidade ainda não foi totalmente esclarecida pela medicina. Suspeita-se de que esteja relacionada a uma desregulação do sistema imunológico e que envolva fatores genéticos, ambientais e/ou dietéticos.

Como a Doença de Crohn pode acometer qualquer parte do intestino, os sintomas costumam variar, dependendo da região afetada. Em geral, são caracterizados por febre, emagrecimento e dor abdominal acompanhada de diarreia. Em casos mais complexos, o quadro pode manifestar fístulas ou evoluir para o câncer de intestino.

A alimentação no tratamento da Doença de Crohn

O diagnóstico da Doença de Crohn pode ser constatado através de exames de imagem, como endoscopia, colonoscopia ou ressonância, de fezes, para excluir a possibilidade de outras infecções e hemograma. Este último é fundamental quando os sintomas se manifestam na região do reto, pois permite identificar o diagnóstico de forma precisa, diferenciando a Doença de Crohn da retocolite ulcerativa.

Ainda não há cura para a doença, e os tratamentos são administrados de acordo com a forma de manifestação. Por isso, variam entre administração de corticoides, prescrição de medicamentos imunossupressores, para induzir a remissão clínica, ou até mesmo intervenção cirúrgica, em casos graves.

A maior parte da absorção dos nutrientes é processada no intestino. Por isso, uma outra consequência comum relacionada à Doença de Crohn é a desnutrição do paciente devido ao comprometimento do órgão responsável por absorver os nutrientes.

Dessa forma, é fundamental fazer um acompanhamento multiprofissional, sob a supervisão de proctologista e nutrólogo.

Durante uma crise é recomendado que o paciente evite consumo de alimentos integrais e frutas muito fibrosas, como mamão, laranja, ameixa e manga. As fibras aumentam o volume do bolo fecal, irritando a mucosa que se encontra inflamada.

Gosto de orientar, nesses quadros, o aumento do consumo de peixes de água fria, como o atum e salmão, pois são ricos em ômega 3. Essa substância atua de forma eficiente como anti-inflamatório, reduzindo a tendência a inflamações intestinais decorrentes da doença.

A suplementação também é uma opção que podemos levar em conta para portadores da Doença de Crohn, e a Glutamina pode acelerar a recuperação do intestino inflamado. Além disso, incluir óleos essenciais na dieta também pode ser benéfico ao portador da enfermidade. O óleo de menta, por exemplo, tem ação antiespasmódica, o que pode aliviar o desconforto do paciente em crise.

Se você tiver dúvidas sobre a Doença de Crohn, procure ajuda médica. O Instituto Ferreira Mattos está à disposição para te orientar e dar todo o suporte necessário no tratamento da Doença de Crohn. Entre em contato com a gente e marque sua consulta.

 

 

 

 

 

 

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