Qual tipo de leite escolher?

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tipos de leite

Temos dois tipos de leite que variam de acordo com sua origem: um é vegetal e, outro, de origem animal.

Dentro dos de origem animal podemos citar o leite materno, que a mãe oferta exclusivamente ao filho até os 6 meses de idade, o leite de cabra e o leite de vaca – sendo, este último, o mais consumido pelo ser humano ao longo da vida.

Em linhas gerais, os lácteos são submetidos à pasteurização, até chegar ao supermercado, para matar micrioorganismos naturais de sua fórmula que sejam patogênicos (ou seja, que causam doenças). Aí, são divididos em três subtipos:

A – Toda a produção ocorre no mesmo lugar, incluindo a ordenha mecânica, a pasteurização e a embalagem.

B- A ordenha também é mecânica e o leite é refrigerado para ser armazenado, uma vez que a pasteurização e a embalagem acontecem em outro lugar.

C- Geralmente são feitos por produtores menores, com ordenha mecânica ou manual, e o leite é transferido em temperatura ambiente para o local em que será pasteurizado e embalado.

O sistema UHT (Ultra High Temperature) é um processo em que o leite é submetido a altas temperaturas (130ºC a 150ºC), por 2 a 4 segundos – e, logo em seguida, é resfriado. A diferença entre o leite UHT e o pasteurizado é que o leite UHT está completamente livre de bactérias e pode ser consumido por um intervalo maior de tempo. Enquanto isso, o leite pasteurizado pode ainda conter microorganismos não-patogênicos e, portanto, seu tempo de consumo é reduzido.

O leite integral é rico em gordura saturada, o semidesnatado tem menos gordura e o desnatado não possui quase nada de gordura, mas ainda tem. Os sem lactose, muito comuns hoje, tem o mesmo teor de gordura, mas em sua fórmula é acrescida a enzima lactase. Assim, os intolerantes à lactose podem consumir esse produto sem problemas.

Temos, também, leites enriquecidos com vitaminas A, D, B6, B12, C e E, cálcio e etc.

Tipos de leite vegetal

Já os leites vegetais, além de serem menos alergênicos e terem menos gordura saturada, contêm fibras e são também ricos em ferro. Eles podem ser feitos com oleaginosas, cereais ou até sementes através da trituração com água e a retirada do sumo. É possível, também, produzi-lo a partir da extração direta da própria polpa, como no caso do leite de coco.

O leite de amêndoas é um dos mais populares da categoria. Ele tem, significativamente, menos calorias, gordura e proteína quando o colocamos em comparação com o leite de vaca, mas ainda tem uma boa quantidade se comparado a outros leites vegetais. Isso torna a digestão mais lenta, promovendo mais saciedade.

O leite de amêndoa tem textura mais fina e sabor diferente do leite de vaca, mas pode ser usado em receitas e cozimento. Por ser fonte de ácidos graxos monoinsaturados, o leite de amêndoas auxilia na redução dos níveis de colesterol LDL (colesterol “ruim”) e triglicérides no sangue. Assim, é um excelente aliado contra o risco de doenças cardíacas, além de rico em vitamina E e eficaz em sua ação antioxidante.

O leite de castanhas-do-pará ou caju, por se originar de oleaginosas, apresentam alto teor lipídico e proteico.

leite de castanha-do-pará é rico em aminoácidos essenciais, em especial a metionina. É, também, excelente fonte de selênio, mineral com alto poder antioxidante. Porém, é necessário ficar atento ao excesso desse mineral, pois, em quantidades acima do recomendado, ele pode apresentar toxicidade. O ideal é consumir, no máximo, um copo por dia.

Já o leite de castanha de caju é considerado fonte de fibras, carboidratos e lipídios (gorduras boas). Rico em ômega 6 e ômega 9, auxilia na saúde cardiovascular, além de conter vitaminas como a vitamina A, D, K e E, e minerais como manganês, potássio, cobre, ferro, magnésio e zinco. Ele é mais cremoso que o de amêndoas e ótimo para fazer vitaminas.

O leite de caju contém menos de um terço das calorias do leite de vaca, metade da gordura e significativamente menos proteínas e carboidratos. Devido a seu baixo teor de proteína, pode não ser a melhor opção para pessoas com maior necessidade de proteína.

Contudo, o baixo teor de carboidratos e açúcar o torna a opção adequada para quem precisa monitorar sua ingestão de carboidratos, como pessoas com diabetes.

O leite de aveia é mais calórico, mais cremoso e tem um pouco mais de proteínas que os outros leites vegetais – além de possuir mais fibras. Ele é ótimo para se tomar com café.

Muitas pessoas são alergias a castanhas e, nesse contexto, o leite de arroz é uma opção para quem não quer fazer uso do leite animal. O sabor não parece com o do leite animal, mas é uma alternativa.

O leite de coco é rico em gordura, particularmente gordura saturada, o que confere uma textura grossa e cremosa. É classificado como gordura saturada por conter ácido láurico, ácido graxo com potentes propriedades antimicrobianas e antifúngicas, protegendo o organismo contra fungos e bactérias.

Ele é muito mais calórico que os outros e, para que fique com a textura mais próxima que do leite animal, pode-se acrescentar a ele um pouco de água.

Temos também o leite de soja, hoje disponível no mercado com adição de açúcar, aroma e outras substâncias que o torna mais palatável e acessível.

Qual o veredito?

Quando você opta em não consumir leite animal e derivados você esta diminuindo uma importante fonte de cálcio. Para que a escolha não seja prejudicial a longo prazo, é indispensável encontrar esse cálcio em outras fontes, como alimentos (vegetais verdes escuros, couve, brócolis) ou suplementos.

O mais importante ao se avaliar os tipos de leite – e qual levar para casa – é a questão da tolerabilidade. Algumas pessoas são intolerantes a lactose; outras, alérgicas a castanhas. Outro fator importante é o objetivo final desse consumo, sendo que alguns tem mais proteína, outros são menos calóricos…

Portanto, o veredito final depende única e exclusivamente do seu caso e objetivos particulares.

Para não correr o risco de ir às compras e voltar com produtos que possam te atrapalhar, ao invés de ajudar, consulte um médico especialista. O ideal é que procurar um nutrólogo para que, juntos, vocês possam traçar a melhor abordagem.

 

Se quiser agendar sua consulta comigo, estou à disposição!

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