Os diferentes tipos de dietas vegetarianas e suas necessidades nutricionais

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Sabia que no século 6 a.C. o filósofo grego Pitágoras já defendia uma alimentação sem carne? De lá pra cá, cresceu o número de pessoas que adotam uma dieta que exclui alimentos de origem animal, seja por amor aos animais, sustentabilidade do planeta ou pela preocupação com a saúde.

Mesmo no Brasil, com uma forte tradição alimentar rica em carne, 14% da população brasileira já se declara vegetariana, algo em torno de 30 milhões de pessoas, e os índices são ascendentes, segundo dados da Sociedade Vegetariana Brasileira.

Dentre a diversidade de categorias da dieta vegetariana, há aquelas que permitem incluir frutos do mar (pescetarianismo) ou ovos (ovo-vegetarianismo), laticínios (lacto-vegetarianismo) ou ambos (ovo-lacto-vegetarianismo).

Em contraste, a forma estrita de vegetarianismo, conhecida popularmente como veganismo, também se popularizou por todo o planeta.

O veganismo é caracterizado por uma completa abstinência de consumo de carne e todos os alimentos de origem animal, excluindo laticínios, ovos e mel, com uma dieta composta exclusivamente de alimentos vegetais como grãos, folhas, frutas, legumes, nozes, sementes, gorduras e óleos vegetais.

O consumo de nada que tenha origem animal, não se restringe à alimentação, mas se estende a outros produtos, como artigos para higiene, limpeza, vestuário, remédios ou produtos estéticos.

Uma dieta sem alimentos de origem animal é saudável?

Diferente do que o senso comum estipula, a ciência vem provando que a exclusão (ou ao menos redução) no consumo de alimentos de origem animal rende benefícios à saúde.

Está relacionada, inclusive, à prevenção de doenças cardiovasculares, devido ao efeito redutor de colesterol; de diabetes tipo 2, devido à melhor sensibilidade à insulina; e até mesmo de alguns tipos de câncer; além de contribuir para a saúde mental, com redução do stress e da ansiedade.

Pessoas vegetarianas e veganas acabam consumindo, com maior frequência, vegetais e frutas; bem como, a menor frequência de ingestão de refrigerantes e alimentos processados.

Ao contrário do que parece, a proteína é facilmente encontrada sem ser necessário consumir derivados de animais, como nas amêndoas, quinoa, castanha, soja, lentilha, grão-de-bico e chia. Por exemplo, 100 gramas de soja possui 35 gramas de proteína.

Vale destacar que, normalmente, precisamos consumir, em média, 1g de proteína por quilo corporal, todavia recomendação pode variar, de acordo com o tipo de gasto energético diário.

Sendo assim, uma dieta vegetariana/vegana, se realizada corretamente, oferece todos os nutrientes necessários para o bom funcionamento do corpo, com a única exceção da vitamina B12.

Vitamina B12

Nosso organismo necessita de uma série de vitaminas e minerais para funcionar de forma saudável, apresentando sintomas e desconfortos quando os níveis desses nutrientes estão mais baixos do que o normal.

A Vitamina B12 (cobalamina) é um nutriente que tem, entre suas funções a produção de glóbulos vermelhos no sangue. Quando os níveis de B12 estão desequilibrados, é comum que o corpo demonstre uma série de sintomas, como fadiga constante, anemia perniciosa, quadros depressivos, ossos fracos, problemas de memória e concentração, entre outros.

As principais fontes de Vitamina B12 são: peixes, leites e derivados, peixes de águas frias (como o atum, o salmão e a truta) e ostras. Por isso, dietas que excluem alimentos de origem animal podem ser deficitárias de B12, havendo á a necessidade de suplementação nutricional.

Portanto, é importante o acompanhamento profissional qualificado para avaliar cada caso e orientar a melhor maneira de suplementar o que for necessário para manter seu corpo saudável.

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